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21/02/2011

Reservoir Dogs



Não espere uma obra bem trabalhada, com fotografia sutil, trilha sonora orquestrada. Escolhi um dos meus filmes favoritos. Que é bastante violento, sangrento e inspirador.


“Cães de Aluguel” (Reservoir Dogs) é o primeiro longametragem dirigido pelo Quentin Tarantino (sim, é dirigido mesmo, muita gente diz que ele só escreveu e produziu, mas ele mandou no negócio também), lançado em 1992. Conta a história de seis ladrões profissionais que não se conhecem e são escalados para assaltar uma joalheria. Mas, como em todo filme que se preze, alguma coisa sai errado.


O destaque do filme é o roteiro, do próprio Tarantino, que ja apresenta aqueles diálogos que fogem do cerne da trama, mas humanizam os personagens. Quem não gosta do papo da maionese nas fritas de Pulp Fiction (vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes), hã? Não viram? Aluguem, comprem ou procurem no youtube. Porque Tarantino não é só Kill Bill.

Outro aspecto que torna o filme inspirador, principalmente para quem quer começar a filmar é perceber o quão barato um filme pode ser. Um longa com 13 mil dólares? Ele mesmo quem disse, tá no DVD.
Eu nem tentei vender “Cães de Aluguel”. Mas eu poderia fazer “Cães de Aluguel” em 16mm com US$ 13 mil. Eu poderia fazer meu filme. Eu não precisava fazer concessões. Se me dessem um milhão, legal, mas eu podia fazer com US$ 13 mil em 16mm. Seria em uma garagem, mas tudo bem.
Certamente, após a entrada de Harvey Keitey (de Mean Streets e Thelma & Louise), muita grana entrou, mas a idéia inicial prova que filmar não é tão caro como se pensa. Se você acha que tem talento, siga em frente.

Definitivamente, e mesmo pela característica do filme, não há nenhum trabalho memorável de fotografia (ou será que há e você não consegue perceber?), nem de maquiagem, mas nada que deixe a desejar. O que eu gosto, no entanto, é a trilha sonora. Os Hits dos anos 70 transformaram uma trama urbana de um bando de ladrões em um clássico. Não se sabe de quê exatamente, comédia, policial, mas ainda assim um clássico.

31/01/2011

Corra Lola, Corra

http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:Bje5S52YNjoV3M:/url?source=imgres&ct=tbn&q=http://www.screamyell.com.br/cinema/CorraLola1.jpg&sa=X&ei=A40zTb7GPMb2gAeY87mCCw&ved=0CAUQ8wc4BA&usg=AFQjCNF-4De6UvNh0_eYkcw6ARf6GLxUig&t=1Lola (Franka Potente) tem vinte minutos para providenciar cem mil marcos ao namorado Manni (Moritz Bleibtreu) antes que traficantes o encontrem ou que ele tente providenciar o dinheiro por outros meios ilícitos.

O diretor Tom Tykwer conta trêz vezes a mesma história, exceto por detalhes sutis, que transformam a vida de todas as pessoas. A narrativa é simples, e a repetição das cenas é uma alternativa interessante para a redução do orçamento, embora haja o risco de que a solução seja adotada para evitar complicações de um roteiro melhor desenvolvido.

Esse é o segundo post seguido em que trato sobre a Teoria do Caos. Afirmo que os filmes são escolhidos aleatoriamente e, "coincidentemente", coube a mim analisar Corra Lola, Corra.


O filme parte do princípio que uma produção de qualidade não precisa ser cada. É uma premissa interessante, visto que incentiva muitos cinéfilos a produzirem independentemente. Contudo, apenas isso não basta. Tykwer começa seu trabalho com questionamentos filosóficos aparentemente sem sentido, retrata diferentes personalidades através de fotografias e valoriza, em segundos, personagens aparentemente sem importância.

Diferentes pontos de vista são apresentados não somento no roteiro, como também na direção e edição. Os planos criativos e as animações dinamizam o filme, do qual não se pode exigir muito, mas que não teria o sucesso estrondoso e as premiações caso fosse necessário um desenvolvimento maior da história.

http://filmesfalam.files.wordpress.com/2010/04/corra-lola-corra.jpg