segunda-feira, 6 de julho de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
Arte sem lugar e em toda parte
Matéria originalmente publicada no caderno Eu Acredito!, do jornal Hoje em Dia do dia 25 de junho de 2009.Caio Araujo
Colaborador
A região de Venda Nova, Norte de Belo Horizonte tem, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE, do ano 2000, cerca de 250 mil habitantes. A comunidade do bairro sofre com a falta de opções culturais acessíveis à população, que tem renda média entre meio e três salários mínimos. Agora, com a implantação do novo Centro Administrativo do Governo Estadual, vem a promessa de crescimento econômico, social e cultural para a região. No entanto, os moradores temem ser empurrados, com a chegada do desenvolvimento, para fora dos bairros próximos do Centro Administrativo. Fica uma pergunta: serão as vítimas do desenvolvimento? A quinta edição do Ponta a Pé acontece no bairro São João Batista, na Rua João Gualberto de Abreu, 170, no dia 11 de julho a partir das 10 horas com apresentações de histórias, teatro, sarau e música, pelos grupos Teatro Negro e Atitude e Oficina de Tecidos Geraldo Matias; além de um vídeo-debate e apresentação da Escola de Samba Acadêmicos de Venda Nova.
Incomodados pela falta de manifestações artísticas e ainda, com o crescente índice de criminalidade na região de Venda Nova, cinco atores da Cóccix Companhia Teatral desenvolveram o projeto Ponta a Pé, que bimestralmente, leva um trabalho de qualidade para a comunidade, uma platéia que vive na ponta, nos limites de Belo Horizonte. O ator da Companhia, Diego Poça acredita que o Ponta a Pé está criando um público mais crítico e sensível, mais aguçado para as artes de uma forma geral. E, acima de tudo, consolidando uma tradição, um público que vai ao teatro. “Nós nos perguntávamos: onde estão a dança e o teatro em Venda Nova? Os movimentos da região não são bem divulgados”, afirma. O ator também diz que o Ponta a Pé veio para quebrar um tabu, de que a qualidade está em espetáculos realizados, apenas nas áreas nobres da cidade. “Nós viemos para mostrar a nossa cara, mudar a região! Procuramos firmar parcerias com mais grupos locais e buscar outros para discussões políticas e sociais. Este é um projeto revelador, de grupos, novidades e o principal, de nossa sociedade”, completa.
Apesar do público crescente a cada edição, o Ponta a Pé, iniciado em setembro de 2008, luta em busca de apoio e patrocínio. A sustentação dos espetáculos vem de comerciantes locais e do apoio de outras companhias teatrais, como a Cia. Crônica de Teatro e o Grupo Trama.
A produtora teatral do Grupo Trama, Patrícia Matos, destaca a importância social da Cóccix e do Ponta a Pé, que não leva simplesmente arte e entretenimento às comunidades. As atividades sempre têm um objetivo, que se enquadra com o contexto local. “Das palestras, durante as reuniões, às atividades culturais , o grupo cria um clima de informação e cultura. O Ponta a Pé faz as pessoas do bairro se movimentarem, dá vida ao lugar, principalmente quando as ações acontecem na rua”, explica. A produtora assegura que, a cada edição, as apresentações são cuidadosamente escolhidas, com discussões condizentes à realidade daquela comunidade. Na quarta edição, o Ponta a Pé, organizou o evento na rua, ao lado de um córrego, no bairro Minas Caixa, para que o público pudesse se sentir incomodado com a situação e passe a sugerir soluções.
Atividades contemplam o contexto social local
Criada em 2006, por jovens atores moradores de bairros da Região de Venda Nova, A Cóccix Cia. Teatral tem como premissa valorizar e trabalhar pela produção cultural da periferia de Belo Horizonte, especificamente, os bairros da Região de Venda Nova, fazendo um trabalho de sensibilização da população local, para a importância das artes cênicas e criando um vínculo entre a Cia. e a comunidade. As ações da Cia Teatral atraem, cada vez mais, pessoas interessadas em participar ou conhecer o Ponta a Pé. A estudante de Psicologia, Mariana Viegas, é apenas um exemplo da proeminência das ações da companhia. “Eu apenas participei de uma edição, que no caso foi a quarta, em maio último, e achei uma iniciativa admirável. É um evento divertido, que prende a atenção das pessoas e, ao mesmo tempo, transmite informações educativas”, justifica.
- Mais informações: cóccix@ymail.com.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Voltamos - Editorial nº 1 do Abominável
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
TOC + Melhor é Impossível
Assepsia exagerada, testar a fechadura da porta, perfeccionismo, preocupação com a simetria ao extremo, acender a lâmpada várias vezes, pontualidade incontrolável, não pisar em rachaduras, usar roupas de uma cor, só pisar em ladrilhos de uma cor, colecionar objetos inúteis; são todos exemplos de atitudes que podem, embora nem sempre, representar um transtorno obsessivo-compulsivo, o TOC.
A obsessão é de caráter psicológico, ou seja, um pensamento repetitivo, que dá sensação estertorante em quem o possuir. A compulsão é a manifestação corpórea das obsessões. Muitas vezes são ações inexplicáveis, no entanto, nada mais que a exteriorização de um pensamento obsessivo.
Melvin Udall (Jack Nicholson) dá bons exemplos de TOCs e os efeitos causados no dia-a-dia dos que estão à sua volta no filme Melhor é Impossível, de James L. Brooks. O personagem criado por Mark Andrus é tido como velho asqueroso e incômodo, por suas palavras desmedidas e comportamento ultrajante. Não obstante, o "não me toques" era apenas um TOC, assim como a necessidade de manter-se sozinho, e as três batidas de pé antes de calçar os sapatos.
O Sr. Udall necessita manter uma rotina. Todas as manhãs vai ao Cafe 24, senta-se à mesma mesa, pede dois ovos, café e bacon para a garçonete Carol Connelly (Helen Hunt), come com seus talheres limpos e descartáveis e passa o resto dia trancado em sua casa vazia, escrevendo e tocando piano. Qualquer alteração nessa programação diária resulta em comportamentos catastróficos.
O TOC da assepsia é contraditório, enquanto o seu portador tenta se isolar ao máximo dos germes, não mantém boa saúde. Um exemplo clássico é o do aviador Howard Hughes, que se isolou em uma cabine de assepsia e morreu subnutrido. Melvin também representou essa contradição. Enquanto utilizava sabonetes apenas uma vez, não tomava os medicamentos e sequer ia às suas sessões psiquiátricas.
Meu tipo inesquecível - parte II (inconscientemente)
Acordar de mau humor não é privilégio de parte da população. Não é como ser canhoto, ou ter olhos azuis. Pode ou não ser relacionado a fatores geneticos, mas, na maior parte dos casos, o stress matutino é única e exclusivamente fadiga cotidiana e excesso de trabalho, ou estudo.Para fugir da verdade, da distância, sonhamos com nossos sonhos realizados, e não me sai da cabeça o pequeno exemplar de mulher: cabelos curtos, lábios sempre sorridentes, curvas - digamos - convidativas e um olhar displicente que me deixa antes do amanhecer.
Eis que surge Sem Dormir - Parte VII
Música na cabeça: Lenine - Paciência
Fonte da imagem: Flor de Maio
domingo, 21 de dezembro de 2008
Sem dormir partes VII, VIII e IX

Pra quê perder tempo dormindo? Tem coisas bem melhores... filmes, festas (na teoria), música e no final ainda tem um Sol nascente, que, nos sem dormir partes de I a VI, apareceu. Você pode sair para tomar um sensacional café da manhã (quando você fez isso fora da rotineira correria?). E ainda tem o mesmo dia inteirinho para fazer o que quiser.
E se tiver chato? Vou dormir!
Impressão minha?
Feliz Natal, né?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Grupo Trama - 10 anos
Eu vou!
Informações: (31)2515-1580 ou http://www.grupotramadeteatro.com.br ou contato@grupotramadeteatro.com.br
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
O quê que eu faço com você, pequena?
O quê que eu faço com você, pequena?

Mas agora desisti de desistir. Acho que é o espírito natalino, às vezes é só o calor que faz metais dilatarem. Mas, e agora? Tá difícil... O que fazer? Medidas firmes e decididas sempre vem antes de dúvidas shakesperianas e planos impraticáveis.
Então, que venha Paris, pelo menos né? Ou Nova York, ou Belo Horizonte, ou o interior.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Porque trabalhar de madrugada é muito melhor?

Respondendo à pergunta:
1. Os indivíduos que ficam acordados de madrugada são espécimes muito mais interessantes. Eles saem à noite mas não são crianças que voltam às 22h, porém também não chegam com o nascer do Sol. Bebem, contudo chegam sãos em casa. Também não há quem vire a noite e respeite horários quase escravistas de trabalho - conclusão: quem não dorme à noite é muito mais feliz.
2. Quem irá incomodá-lo a uma hora dessas? Mesmo seu chefe não tem coragem de te ligar a uma hora dessas. Sem telefone, sem campainha, sem irmão pentelho nem pai e mãe perguntando o que estou fazendo? É o horário da perfeição.
3. Silêncio absoluto: nem um pio. E se o silêncio for demais, basta lançar um fone de ouvido e pronto! Ou ligar a tevê - cuja programação é indubitavelmente melhor. As idéias fluem muito mais.
Agora mãos à obra... Porque quem não trabalha não paga as contas, independente do horário.
